3 de julho de 2017

{Resenha} Crash - Quando a paixão explode

CRASH - Quando a paixão explode
Título Original: Crash
Autor (a): Nicole Williams
Editora: Planeta / Selo Essência
Número de Páginas: 256
Ano de Publicação: 2017
Sinopse: Para a adolescente Lucy, nada é mais importante que o balé. A dança a transporta para um mundo onde a dor, as lembranças ruins e a violência não existem. Um mundo só dela. Um dia, porém, aquela garota certinha é obrigada a mudar de escola. E é nesse novo ambiente, repleto de descobertas e Inseguranças, que conhece um garoto que só usa cinza e vive com uma toca de lã na cabeça. Jude, o maior bad boy da escola, é lindo e seria o sonho de toda garota, e talvez até o genro que todo pai pediu a Deus... se não tivesse sido preso várias vezes e não morasse num abrigo para garotos desajustados. Lucy não liga para a opinião dos outros: o mais importante é o que Jude sente por ela. E o rapaz parece disposto a abrir seu coração, ainda que um segredo que assombra o passado e o presente dos dois esteja prestes a estraçalhar essa paixão.
 

Um envolvente clichê do bad boy e da dançarina com um final de prender o fôlego

E então apresento para vocês mais um tipo de livro que há quem ame, e quem deteste. E para variar... adivinhem?! Óbvio que foi mais um clichê que me conquistou. Esta obra foi muito comentada quando foi lançada nos EUA, e agora a Editora Planeta a trouxe para os leitores brasileiros.

A trama é simples: a mocinha (Lucy Larson) que passa por uma tragédia familiar, tem que se mudar para um colégio novo, e nessa transição ela conhece o bad boy (Jude Ryder), que irá transformar a sua vida completamente.

A narrativa é toda na primeira pessoa, na visão da protagonista Lucy. A escrita da autora é bem fluida, possibilitando a sensação ao leitor de a cada virada de página uma nova expectativa. Adorei a capa e a diagramação, a edição da Editora Planeta ficou muito boa a meu ver.


Com relação aos personagens, vamos ao que me agradou e o que me desagradou em cada um. Lucy (in the sky...), é uma personagem de personalidade forte, a mocinha que sofreu no passado, mas luta todos os dias para estar de pé. Ela decepciona às vezes? Decepciona! Mas quem nunca na adolescência não se sente confuso? O ponto negativo é simplesmente o fato da capa e sinopse introduzem o elemento balé e dança, e isso quase não foi abordado na história. É mencionado que a vida dela é dançar, em alguns momentos ela vai ao estúdio treinar, e SÓ.

Quanto ao Jude (Hey Jude...), o mocinho bad boy, como eu disse lá no começo, é bem o clichê, o menino sem juízo e sem futuro, que após conhecer a mocinha vê que nem tudo está perdido. Jude é explosivo e quer sempre resolver as coisas esmurrando as coisas e as pessoas, mas no fundo ele tem um coração.
“Meu nome é Jude Ryder, já que está salivando como um cachorro raivoso para saber, e não namoro, não me envolvo em relacionamentos, não mando flores e não telefono. Se não fizer questão de nada disso, talvez a gente possa pensar em alguma coisa especial.” – Trecho pg. 13
Os personagens secundários não são tão explorados. Quanto aos pais de Lucy, simpatizei com o pai, apesar de todos os defeitos que Lucy menciona, mas em compensação a mãe, eu simplesmente não entendi o que se passa na cabeça daquela mulher. O pai de Lucy é apaixonado por Beatles, por isso o nome da filha ser Lucy (Lucy in the sky...), em alguns trechos da narrativa são mencionadas algumas músicas, coincidentemente o nome de Jude também é música (Hey Jude...) e mais um personagem tem a ligação com os Beatles, Sawyer Diamonds (Lucy with Diamonds), ou seja, a autora com certeza deve adorar os Beatles rs rs 

Com uma rápida introdução, na verdade quase inexistente, à história e ao casal, a autora tem seus picos e descidas na enrolação da narrativa. Começa bem rápido, o meio é cheio de idas e vindas do casal e o final tem o elemento surpresa que volta a prender o leitor. O final é quando você pensa... “OK, mas por que o livro foi tão elogiado, não dá para a autora nos surpreender...” Tchanãm! Ela tira um coelho da cartola e o leitor fica: ÓH!!! 

É como eu já mencionei, apesar de ser um clichê de boa mocinha e o mau mocinho, a história que a autora cria ambientando o casal é muito superior ao clichê, e os temas abordados nos faz refletir de como as coisas acontecem em nossas vidas e nós pensamos: que ironia do destino.
“Um toque, um beijo, e eu estava perdida. Tudo o que queria era virar em seus braços e beijar aquela boca até o baile acabar.” – Trecho pg. 99
Apesar de ser uma trilogia, para mim, dá para ler tranquilamente este primeiro e esperar pelo segundo sem grandes afobações, ou seja, não é o tipo de livro com um gancho enorme que é necessário a leitura do segundo para nos acalmar. O segundo livro da série é Clash e o terceiro Crush.


Um comentário:

  1. Oi lindonaaaaaa! Nossa, que interessante, você me instigou totalmente, nunca mais vim aqui, vou navegar por estas águas :)
    Beijo, beijooooo!
    She

    ResponderExcluir